Série Buíque Babilônia:
PACIENTES DE DOENÇAS RENAIS CRÔNICAS E QUE FAZEM
HEMODIÁLISE RECLAMAM DA DEFICIÊNCIA NO TRANSPORTE E DO ATRASO DO REPASSE DO TFD
EM BUÍQUE
Atraso no repasse do recurso e más condições dos veículos são as principais
reclamações
Pacientes de doenças renais
crônicas que utilizam o transporte gratuito disponibilizado pela Prefeitura
Municipal de Buíque para o tratamento de hemodiálise procuraram a reportagem do
Blog BUÍQUE DA GENTE para reclamar das más condições de transporte a que são
submetidos e do atraso no repasse do recurso do Ministério da Saúde TFD (Tratamento Fora do Domicílio), Ajuda
de Custo ao Paciente e em alguns casos ao acompanhante por parte da Secretaria
de Saúde do Município.
Os pacientes reclamam do atraso em chegar á Unidade de tratamento de Hemodiálise, precariedade no transporte pois o veículo que é cedido pelo
município trabalha em más condições, diversas vezes o veículo quebra, mau
cheiro de gasolina dentro do veículo. Imagine você os pacientes de hemodiálise
passarem 04 (quatro) horas na máquina de Diálise, saem cansados, fracos, com a
imunidade baixa, muitos com enjoos, náuseas e serem submetidos além do
desconforto, ao cheiro insuportável de gasolina, sem contar que em muitas das
vezes o veículo transporta até mesmo pessoas que aproveitam-se da carona para
fazer compras ou passeios, segundo o relato dos pacientes, como se já não
bastasse.
A Prefeitura Municipal de Buíque disponibiliza o transporte gratuito aos
pacientes que realmente necessitam realizar o procedimento de hemodiálise, uma vez que o município não oferece este tipo de tratamento, mas as
pessoas que dependem do transporte se queixam do jogo de empurra das
autoridades.
RELATOS DOS PACIENTES QUE MESMO DIANTE DO DESCASO, PEDIRAM QUE NÃO PUBLIQUEMOS
SEUS RESPECTIVOS NOMES PARA QUE NÃO SOFRAM REPRESÁLIAS
“Só eu, tenho o recurso do TFD atrasado há 03 (Três) meses, outros pacientes já
tem mais de 04 (Quatro) meses de atraso. A gente já procurou a Secretária de
Saúde para marcar reunião e simplesmente não a encontramos ou ela não está
disponível, nestas horas ninguém a encontra. Já procuramos até mesmo a
Secretaria de Finanças para sabermos o por que do atraso no repasse do TFD e
eles dizem que os papéis do repasse chegou mas, que o dinheiro ainda não. Como
pode chegar a papelada e o dinheiro não? Como pode atrasar o dinheiro se é um recurso
do Ministério da Saúde de direito dos pacientes? Estão pensando que somos o
que?” – Questiona a senhora Maria de Fátima (Pessoa que não quis se
revelar).
Joana Vieira (Pessoa que não quis se revelar) Em conversa com a nossa
reportagem desabafa – “A conversa é diferente, todos dizem que o dinheiro fica
retido por que corre juros retido no Banco, comigo é que não fica estes juros
do dinheiro. A gente muitas vezes sai daqui e o carro até com a porta amarrada
de corda está, mau cheiro de gasolina dentro do automóvel, a gente sai e as
vezes fica esperando o transporte depois da filtragem no sol quente por que o
carro não chega na hora, as vezes com enjoo depois da Diálise. Tem umas pessoas
que as vezes vai pra passear, vai de carona e vai ocupando lugar de paciente,
outras vezes vamos apertados parecendo sardinha em uma lata”. Relatou.
“Os pacientes das outras cidades que fazem tratamento nos perguntam por que só
em Buíque acontece este tipo de situação, pois em outras cidades todos os
pacientes possuem conta em banco e o recurso cai direto na conta deles. Sem
contar que dos transportes o mais precário é o da gente. Os carros são novos e
são confortáveis. O transporte é de qualidade, a gente anda em carro que sempre
quebra, e o danado é que só quebra por incrível que pareça quando vem chegando
ou chega no carneiro”. Falou à nossa reportagem Lívia Amorim (Pessoa
que não quis se revelar).
Margareth Silveira (Pessoa que não quis se revelar) mora no centro da cidade de Buíque e é irmã
de uma paciente renal crônica que reside na zona rural. Ela contou a nossa
reportagem que o transporte oferecido pelo executivo não busca o paciente no
sítio, por tanto, sua irmã teve a ajuda de uma assistente social em caruaru que
conseguiu uma vaga na casa de apoio e assim sendo, passa a semana em Caruaru retorna
aos finais de semana, mas que a sua irmã paga transporte particular para ir e
vir.
Os pacientes nos informaram que estão tentando se reunir e colher as devidas
assinaturas em um abaixo assinado, levar o caso ao conhecimento da Promotoria Pública
do Município, se preciso for do Estado ou Federal para uma Ação Judicial para que
todas as medidas sejam aplicadas e que tudo seja resolvido.
Diante das referidas reclamações e relatos, dos desabafos dos pacientes, deixamos
aqui em aberto nesta página espaço para que a Secretaria de Saúde de modo
também se estende para a Secretária de Saúde do Município de Buíque, assim
sendo, venham a esclarecer para os pacientes, aos nossos leitores, quais
medidas estão sendo adotadas na melhoria do transporte de deslocamento dos
pacientes renais crônicos, quanto às pessoas que tomam carona no lugar de
passageiros bem como ao repasse em atraso da ajuda de custo aos mesmos.
Esclarecemos aqui a nossa compreensão quanto ao fato de que os pacientes acima
citados são reais em seus relatos e que seus nomes não fossem expostos por terem
pedido e por temerem perseguição ou represálias. É um direito dos deles que
estão passando por situações no mínimo constrangedoras, por isso, o fizemos e
mantemos assim, pois só querem explicações.
ENTENDA MELHOR
HEMODIÁLISE
Na hemodiálise extrai-se
o sangue do corpo e bombeia-se para o interior de um aparelho que filtra as
substâncias tóxicas, devolvendo á pessoa o sangue purificado.
Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com a duração de quatro
horas cada sessão.
TRATAMENTO FORA DO DOMICÍLIO
O Tratamento Fora do Domicílio (TFD) é um programa do Sistema Único de Saúde
responsável por custear o tratamento dos indivíduos que não tiverem condições
de tratamento especializado para determinado tipo de doença em seu Município de
Origem.
O recurso do Governo Federal é repassado aos Estados e Municípios.
Esse programa foi instituído pela Portaria SAS N.º 55, de 24/02/1999 e tem por finalidade atingir o objetivo
constitucional de levar assistência médico-hospitalar a todos os cidadãos, em
especial àqueles que dependem exclusivamente da rede pública de saúde.
Assim, por meio do TFD o cidadão tem direito a solicitar, junto à Secretaria de
Saúde, a concessão do benefício de ajuda de custo para o tratamento em outro
local, desde que seja comprovado o esgotamento das possibilidades de tratamento
no Município de origem
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