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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ASSISTÊNCIA


        GOVERNO DE PERNAMBUCO AMPLIA GARANTIAS SOCIAIS AOS IDOSOS

Plano Estadual de Atenção Integral à Pessoa Idosa será gerido por uma superintendência especial que garantirá ações integradas em diversas áreas
Pernambuco passa a contar a partir de hoje com uma série de ações públicas voltas à ampliação das garantias dos direitos dos idosos, instituída com a criação do Plano Estadual de Atenção Integral à Pessoa Idosa (PEAIPI), por meio do Decreto Nº 40.190, publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial. O plano será gerido pela Superintendência de Defesa e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa, que tem entre suas principais atribuições criar instrumentos específicos para o processo de monitoramento, avaliação e planejamentos das ações e políticas públicas dirigidas às pessoas com mais de 60 anos.
A superintendência funcionará como um instrumento de qualificação e ampliação da estrutura organizacional e dos serviços prestados pelo Estado aos idosos, prestando assessoramento nas mais diversas áreas, incluindo questões referentes à violência, assistência social, saúde, educação, combate aos maus-tratos, requalificação da estrutura de proteção em vários âmbitos, além de formação de profissionais para lidar com esse público específico e promoção de estudos e pesquisas.
Por meio do plano, fica garantido por lei que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar aos idosos todos os direitos à cidadania, assegurando sua participação na comunidade defendendo sua dignidade, bem-estar e direito à vida. Além disso, fazem parte do plano a articulação da rede de proteção aos idosos, a ampliação do acesso ao Sistema Público de Saúde, o estabelecimento de parceria com organizações da sociedade civil e com a iniciativa privada, incluindo a criação de Centros de Convivência e o desenvolvimento de valorização e socialização nas zonas rurais e urbanas.
Entre outras diretrizes destacam-se a valorização de formas alternativas de convivência e integração com as demais gerações, a priorização ao atendimento do idoso no núcleo familiar, em relação ao atendimento nos asilos, com exceções àqueles que não possuem condições que garantam sua própria sobrevivência e a garantia da prioridade nos atendimentos em repartições públicas e empresas privadas prestadoras de serviços. O plano será implantado e coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, com a participação efetiva das demais secretárias e entidades governamentais em suas respectivas competências. O grupo de trabalho que acompanhará a implantação do Plano Estadual de Atenção Integral à Pessoa Idosa deve ser instalado até meados de janeiro de 2014.

Informações Diretas:
SECRETARIA DA CASA CIVIL DE PERNAMBUCO
NÚCLEO DE JORNALISMO

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Literatura

Editora Novo Século apresenta “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”

Livro traz uma grande riqueza de detalhes sobre a banda mais famosa do mundo
Um jovem inglês de 15 anos que sonha ser engenheiro de som de uma grande gravadora. É assim que começa a história de Geoff Emerick, que superou seus objetivos profissionais ao ter o privilégio de acompanhar praticamente toda a existência da banda formada pelos garotos de Liverpool, contada em sua biografia “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”, que acaba de chegar ao Brasil pela Editora Novo Século.

Emerick sempre foi um aficionado por música. Quando criança se deliciava nos porões de seus avós com discos antigos tocados numa vitrola. Narra com emoção o primeiro rádio que ganhou de presente do pai. A bateria usada que comprou por três libras. O piano, a guitarra e a flauta que aprendeu a tocar sozinho. Mas desde cedo decidiu que não queria ser músico, queria ser engenheiro de som.

Ao terminar o colégio, optou por não ir para a faculdade. Mandou cartas para as quatro principais gravadoras de seu país pedindo um emprego como técnico. Todas foram negadas. Até que um orientador vocacional de seu colégio soube das intenções do jovem e conseguiu uma entrevista para ele na EMI, uma das mais importantes na época. Mesmo sem experiência, foi contratado.

Logo que começou o trabalho foi escalado para gravar uma banda formada por quatro integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. “A maioria das pessoas pensava que Lennon era o líder dos Beatles por causa das entrevistas e aparições públicas, mas ao longo dos anos sempre me pareceu que McCartney era o verdadeiro líder. Nada era feito sem que ele aprovasse”, lembra.

Ao longo das 480 páginas, Emerick descreve a personalidade e os talentos distintos de cada um dos Beatles. Conta em detalhes os ensaios e os testes que fizeram para dezenas de músicas. As exaustivas horas que passaram dentro dos estúdios. As brigas. As drogas. A constante busca pela perfeição. “Os Beatles estavam exigindo cada vez mais, muito mais, tanto de mim quanto da tecnologia. Eram perfeccionistas e nem sempre entendiam os limites dos instrumentos musicais”.

A fama merece um capítulo à parte. “Nos primeiros dias de Beatlemania sempre parecia haver ao menos uma centena de meninas acampadas do lado de fora do estúdio”. Emerick relata um dia que “meninas histéricas” invadiram a gravadora, correndo e gritando por seus ídolos e sendo perseguidas por policiais e seguranças. “Ringo, ainda em seu banco de bateria, parecia um pouco abalado, mas John, Paul e George logo começaram a brincar com a situação, correndo pelo estúdio, rindo e gritando, imitando as fãs”.

O engenheiro de som participou de alguns dos mais importantes álbuns da banda, revelando as fases pelas quais os Beatles passavam em cada um deles. Revolver, lançado em agosto de 1966, contava com toda a empolgação de jovens recém-lançados ao sucesso. Cansados pelos desgastes de uma turnê internacional, decidiram focar-se apenas nas gravações em estúdios, tendo passado quatro meses e meio na preparação de Sgt. Pepper´s, lançado em junho de 1967.

No ano seguinte, em novembro de 1968, foi lançado o Álbum Branco, ou simplesmente The Beatles. Na mesma época, os integrantes da banda abriram a Apple Corps - para a qual Emerick foi convidado a trabalhar -, uma empresa que pretendia lançar novos artistas ao mercado, mas que, na verdade, nunca decolou. Nem todas as músicas agradavam mais. Precisaram aprender a lidar com as críticas. “Era como se alguém tivesse lhes mostrado que eles não eram tão importantes quanto pensavam. Eles sentiam que podiam gravar quase qualquer coisa e o público aceitaria, mas não era tão simples assim”.

Mesmo em meio às rachaduras e tensões, em 1969 foi lançado o Abbey Road. “A ideia era que o álbum se chamasse Everest, mas eles não quiseram ir até lá para fazer as fotos. Então, Ringo disse: Que se dane, vamos lá fora e chamamos o disco de Abbey Road”, que era o nome da rua onde ficavam os estúdios. Eis que surgia a faixa de pedestres mais famosa do mundo, que ainda hoje todos os dias recebe dezenas de turistas para reproduzir a imagem que estampou o álbum.

Em 1970, logo após o lançamento de Let it Be, é anunciado o fim da banda. Emerick continuou na Apple Corps e fez trabalhos solo para McCartney, de quem se tornou um grande amigo. Lembra ainda quando soube do assassinato de John Lennon, em 1980. “A morte dele me deixou arrasado por um bom tempo. John pode ter tido uma natureza agressiva, mas ele também tinha um senso de humor maravilhosamente sarcástico”.

Quase 25 anos depois, em 1994, fruto de uma parceria entre os três Beatles e a viúva de Lennon, Yoko, o fiel engenheiro de som ajudou no lançamento do documentário The Beatles Anthology, que reuniu imagens e entrevistas inéditas da banda. “Enquanto ouvia cada claquete anunciando o título e o número das faixas, eu sentia que era imediatamente transportado para aquele momento no tempo, de volta ao lugar de inocência e admiração, uma época em que o céu parecia ser o limite para jovens idealistas de todo o mundo... sobretudo para quatro rapazes de Liverpool”.

A riqueza de detalhes é algo que realmente impressiona durante a leitura. Nada passa despercebido aos olhos do atento engenheiro de som. Sua sensibilidade aguçada é capaz de interpretar até os sentimentos mais profundos de um Beatle apenas com um olhar. O leitor sente-se como um convidado de honra para acompanhar a construção de músicas que embalariam toda uma geração - e o melhor: direto do estúdio. Uma experiência indispensável a qualquer Beatlemaníaco.

Serviço
Livro: Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles
Autor: Geoff Emerick e Howard Massey
Editora: Novo Século
Número de páginas: 480
Preço sugerido: R$ 39,90

FEM ATENDE DEZ MUNICÍPIOS DO SERTÃO DO ARARIPE COM MAIS DER$ 6,1 MILHÕES



Obras atendem dez municípios e são financiadas com recursos do Governo do Estado
Com investimentos da ordem de R$ 6,1 milhões, os dez municípios do Sertão do Araripe estão sendo atendidos pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). Os recursos, pertencentes ao Tesouro Estadual estão sendo distribuídos em 17 obras de infraestrutura em execução pelas prefeituras que possuem perfis voltados à melhoria da qualidade de vida das populações urbanas e rurais. Os beneficiados são: Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade.
Entre as obras eleitas como prioritárias e que tiveram projetos apresentados e aprovados pelo Comitê Estadual de Apoio aos Municípios (CEAM) destacam-se a pavimentação de ruas em paralelepípedos graníticos, recuperação e construção de estradas vicinais, abatedouros, praças, creches, hospitais de pequeno porte, poços artesianos, iluminação pública e sistema de drenagem e esgotamento sanitário. Os recursos do FEM são geridos pela Secretaria de Planejamento e gestão e repassados às prefeituras que são responsáveis pela execução das obras.
São priorizados os projetos apresentados pelas prefeituras nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, segurança, e desenvolvimento social. Da Zona da Mata ao Sertãoo Estado investiuaproximadamente de R$ 129,7 milhões em 437 planos de trabalho Já aprovados. O fundo foi criado pelo Governo do Estado, por meio da Lei 14.921, de 11 de março de 2013, e soma R$ 228 milhões em recursos, direcionados a execução de obras que assegurem a melhoria do desenvolvimento econômico e social dos municípios pernambucanos e, consequentemente, ganhos na qualidade de vida da população.
A criação do FEM foi anunciada durante o encontro Juntos por Pernambuco, realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro, em Gravatá, pelo governador Eduardo Campos. O encontro, organizado pelas secretarias da Casa Civil e Planejamento, reuniu prefeitos de todo o Estado. Os projetos aprovados têm os recursos liberado em quatro parcelas: a primeira, correspondente a 30% do total destinado para cada município, foi repassada em maio, e a segunda, também de 30%, após 60 dias. Já a terceira, de 20%, está condicionada a declaração do prefeito de aplicação dos recursos, e a quarta e última, de 20%, mediante a apresentação ao Governo do termo de finalização da obra.